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sexta-feira, 19 de março de 2010

O que é a Umbanda?

Vejamos o que nos diz o Aurélio:


Verbete: umbanda [Do kimb. m’banda, 'magia'.] S.m. 1. Bras. Forma cultual originada da assimilação de elementos religiosos afro-brasileiros pelo espiritismo brasileiro urbano; magia branca. 2. Bras., RJ. Folcl. Grão-sacerdote que invoca os espíritos e dirige as cerimônias de macumba. [Var.: embanda.]

A UMBANDA é uma religião!

Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar o véu que cobre nossa ignorância da presença de Deus em nosso íntimo, então podemos chamar nossa fé de Religião.
Como mais uma das formas de sentir Deus em nossa vida, a Umbanda cumpre a função religiosa de nos levar à reflexão sobre nossos atos, sobre a urgência de reformularmos nosso comportamento aproximando-o da prática do amor de Deus.
A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, ela se baseia no culto aos Orixás e seus servidores, os espíritos. Estes espíritos estão "organizados" na Umbanda em linhas (grupos): Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, todas utilizando as forças da natureza que nos regem, os Orixás, e estes por sua vez, são manifestações do Criador.
Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.
Criada no Brasil a partir da união de diversas culturas e cultos: o negro trouxe o africanismo (nações); os índios trouxeram os elementos da Pajelança; os europeus trouxeram o Cristianismo e o Kardecismo; e, posteriormente, os povos orientais acrescentaram um pouco de sua ritualística à Umbanda. Não se pode esquecer também a grande contribuição judaica à Umbanda: a Kaballah.
Os seguidores da Umbanda só praticam rituais voltados para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem e a caridade. Os espíritos da Quimbanda (Exus) podem, e devem ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do médium deve ser tão somente a prática da caridade.
Algumas casas de Umbanda cultuam e homenageiam Orixás do panteão africano, mas estes devem ser cultuados a parte do culto a Egun (espíritos).
Nós temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que é o responsável pela nossa vida espiritual e por isso é chamado de guia chefe, os demais “trabalhariam” juntos deste para cobrir muitos aspectos da vida espiritual e material do médium.
Geralmente este guia é um Caboclo ou uma Cabocla, mas há casas onde pode ser um Preto-Velho ou mesmo outra entidade. Esta entidade é a responsável pelo seu caminhar dentro da Umbanda.

Aspectos Dominantes do Movimento Umbandista:
1.      Ritual, variando pela origem;
2.      Uso de vestes, em geral brancas;
3.      Uso ou não do altar com imagens católicas, Pretos-Velhos, Caboclos;
4.      Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro;
5.      Desenvolvimento normal em corrente;
6.      Bases; africanismo, pajelança, kardecismo, judaísmo, catolicismo;
7.      Serviço social constante nos terreiros;
8.      Finalidade de cura material e espiritual;
9.      Magia branca;
10.    Batiza, consagra e casa.

Características Gerais do Ritual:

A Umbanda não tem um órgão centralizador, e muito possivelmente jamais haverá um, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos gerais sobre a religião ou possa coibir os constantes abusos cometidos por parte daqueles que não tem preparo para liderar uma casa.
Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, ditado pelo guia chefe do terreiro, o que faz com que exista uma diferenciação, ora pequena, ora enorme, de rituais entre uma casa e outra.
Entretanto a base de todo terreiro tem que seguir o princípio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes.
O mais importante seria que todos pudessem encontrar em seus cultos os elos básicos que unem todos os umbandistas, e seriam estes elos, mais importantes do que as diferenças. Tais elos são o Amor e a Caridade! Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.

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